Diários de Campanha > A Profecia Sombria II

A Profecia Sombria

Sesão Nº: 02
Data: 16/01/2011
Local: Campina Grande - PB
Mestre de Jogo: Widson Melo

Pouco se questionou sobre a morte do condutor da terceira carruagem. Desta forma continuaram, e apenas fizeram como antes, deixaram o corpo para trás.
Com o clima tenso dentro da caravana, todas as ações que o conselho tomara, procurava informar e se possível pedir sujestões para todos os mebros da caravana, inclusive aos próprios personagens. Desta forma, no final do dia, o velho de cabelos grizalhos Ozeías Costa, Presidente da Guilda dos Comerciantes aparece mais uma vez fora de seu local de atuação, que é o interior da primeira carruagem, e se mostra usando uma prancheta de madeira com alguns papéis sendo preenchidos. Alguns personagens ficam surpresos, mas sabem que: se ele está passando pelas primeiras carruagens, então provavelmente ele também passará por esta - refletiu Hannah, a Clériga. E não foi diferente, Ozeías com seu comportamento de uma pessoa cansada, tem pergutado algo na medida que ia passando nas carruagens. Executou as perguntas ao pessoal da primeira e da segunda carruagem, indo para próxima em seguida, até que se direciona para algumas pessoas e também para Scott, o Avalanche, como chamara alguns amigos de carruagem.
- Boa noite aventureiros - disse o velho presidente da guilda - gostaria de saber de vocês se preferem que nossa equipe continue com a viagem como temos feito nas ultimas noites ou que façamos diferente nesta para que todos possam descansar e partir pela manhã.
A terceira carruagem continha 4 pessoas, com o poderoso Bárbaro. E todos responderam, sendo que dois deles, ambos comerciantes, preferiam continuar a viagem.
Scott encheu os peitos.
- É melhor nóis ir em frente, para manter nossa segurança uniforme.
O novo condutor e também membro da guilda foi o único que opinou o contrário.
- Eu não quero senhor, vamos parar e seguir pela manhã - falou o condutor com a face aterrorizada.

Depois desta breve discussão, Ozeías segue para as outras carruagens, sempre coletando informações de forma semelhtane como as demais, até que chegou na ultima carruagem. Faz as perguntas para Eyriam, Destini, Hannah, e Sven, faz anotações e depois de pouco tempo ele volta e diz que a caravana irá continuar normalmente conforme a escolha da maioria.


Mais a frente existe um nevoeiro de temperamento branco, bem semelhante às brumas. algumas pessoas ficam aterrorizada só em ouvir sobre as brumas. De fato, alguns confirmam a presença das brumas em algumas centenas de metros, mas será estas brumas algo sobrenatural ou apenas recursos da natureza?


O novo condutor da terceira carruagem fica um pouco inquieto, como se estivesse com medo, e automaticamente interrompe a pilotagem, passando assim o domoínio para Scott.

Os outros aventureiros observam a névoa sombria e prefere manter a marcha em seus cavalos. Tornam seus olhares atentos e curiosos simultaneamente na medida que se aproximam das brumas misteriosas. As primeiras carruagens entram nas brumas como golfinhos mergulham nas águas, inicialmente não ocorre nada de incomum nem de anormal, até o momento em que não é mais possível enchergar as primeiras carruagens. - As brumas os engoliu - grita o condutor da terceira carruagem que parou, talvez por medo. Scott fica irritado com ele, e procura não dar muita atenção para o mesmo.


A segunda carruagem entra pelas brumas de forma agressiva, como se estivesse pisando num campo de batalha a procura de inimigos, isto faz todos daquele veículo desaparecerem no meio daquele nevoeiro esbranquiçado, que a ceto ponto, mal dava para enchergar dois metros à frente.


Scott resmunga dos responsáveis da caravana, e direciona seus comentários para o membro da guilda, o antigo condutor, mas quando cruza o olhar para trás, Scott percebe que ele não se encontra mais na caarroceria da carruagem, e apartir daí um frio toma conta da barriga do poderoso Barbaro.


Scott reduz firmemente a velocidade daquela veloz carruagem, a tal ponto da quarta e quinta carruagem chegar a ultrapassá-lo. Estando assim, os aventureiros poderiam estar mais unidos e fortificados, uma vez que estão próximos e com atenção redobradas sob o que está acontecendo.


O suspense toma conta de todos em momentos antes de entrarem nas brumas depois de tantos anos, e quando entram não conseguem enchergar nada, aliás, apenas ouvem as vozes de seus colegas de caça. É possível, neste misterioso ambiente com pigmentações frias, ouvir gritos de pavor, como se as outras pessoas das carruagens estivesse em seus ultimos segundos de vida. Mas algo dizia que seria melhor procurar um local mais tranquilo para se manter atento. Dentro de uns dois ou três minutos de pânico, todos conseguem se acalmar e alguns aventureiros se encontram dentro das brumas, são eles Hannah, Eyriam, Destini e Scott. A busca por Sven e Tereza é intensificada, e segue por vários minutos dentro das brumas, até que estes quatro aventureiros percebem que existem imagens sendo reveladas no horizonte de suas visões. Espantados com tantas visões semelhantes, os personagens decidem prestar mais atenção naquilo que eles ainda não conseguem indentificar, até que percebem que se trada de formas humanóides, mas que ainda não indentificaram a natureza daquelas silhuetas.


Em pouco menos de um minuto, de silêncio e observação, todos notam que aqueles gritos de agonia de pessoas desaparecidas, perdidas nas brumas, agora não existem mais, e que um silêncio atormetador toma conta daquele ambiente, quando finalmente aquelas imagens fantasmagóricas são reveladas diante dos quatro aventureiros ali presentes, isolados do restante do grupo.


Fantasmas envolvem os personagens, como se estivessem esperando por eles. No momento que os persongens decidem olhar para trás, descobrem que por trás existem ainda mais daquelas criaturas, formando um circulo com quatro terminantes aventureiros no centro dele. Provavelmente chegou a hora final destes quatro aventureiros. Hannah tem a inteligente (e óbvia) idéia de expulsar o máximo de criaturas que ela é capaz, e com toda fé em Erza, a Clérica ergue suas mãos, fecha os olhos e faz uma oração profunda que em alguns momentos parece uma música com um idioma desconhecido. Algumas criaturas que estavam situada na frente dos personagens, ficam agoniadas naquele momentos, e chegam a desaparecer imediatamente daquele local, enquanto outras vão se afastando conforme o ritual se prolonga em acompanhamento com o tempo.


Enquanto isto, Eyriam saca sua espada e apenas encara aquelas criaturas, como se estivesse planejanto algo por trás daquilo tudo. Destini se prepara para uma conjuração perigosa e rara no campo do druidismo, e da palma de suas mãos saem vestígios de fumaça branca, então ela perde a concentração e sua névoa que estava para ser conjurava se dissipa em meio as brumas. Scott encara bem uma daquelas criaturas, com os cabelos grandes, semelhante há uma mulher morta, e então envolve-a nas lâminas de sua Espada Larga, acertanto em cheio o corpo do fantasma. Infelizmente não foi o suficiente para se livrar de uma tentação que entrou na cabeça do Bárbaro. Scott fica triste misteriosamente, sem jeito de levantar a espada, como se estivesse sido humilhado diante de seus companheiros. O cavalo de Eyriam fica tenso e não consegue se controlar diante do combate.


Quase uma dezena deles cercam Destini, batem nela, e todo o restante do grupo sente que cada golpe faz a morte de Destini se aproximar. Destini fica próxima da morte. Hannah pôs a mão no ombro dela, fecha os olhos e revitaliza a impressionante e corajoza druida.  Quando percebem que os fantasmas de trás se aproximam, os personagens não pensam duas vezes. Hannah expulsou o suficiente para que uma passagem de fuga seja aberta, e então todos saem em fuga da área de fogo.


Após alguns minutos de fuga, os quatro aventureiros notam que as brumas começam a dissipar, e agora é possível enchergar a continuidade da estrada, no entando, nada de carruagens, nem de pessoas, nem de tereza e Sven.


Uma pequena cabana é enchergada mais a frente, um pequeno entreposto que sempre é usado por viajantes que fazem esta rota. Ao chegar nesta cabana, a senhora Célia recebe hopitaleiramente o quatro foragidos aventureiros que não demoram muito para dormir em paz. Ainda assim, Célia mostra curiosidade pela aparição dos personagens aquela hora da noite, e faz uma séria de questionamento a fim de saber o porque aquela viagem está sendo realizada, e porque os aventureiros estão tão aflitos. Ninguém revela pista alguma sobre o ocorrido, a fim de não levantar suspeita. Célia fica inquieta, como se estivesse sentindo que algo de ruim estivesse para acontecer com aqueles quatro viajantas. Então todos dormem escutando uma curiosa história é contada pela a senhora Célia.


Há muito, muito tempo atrás. Um homem de aparência caótica sonhava em ser Regente de Corvia, mas isso não passava de sonhos, uma vez que apenas pessoas com status e reconhecido pela comunidade poderia se tornar regente de uma cidade como Corvia. Este homem, na medida que ficara mais velho, ia percebendo que sua ambição pelo trono iria aumentando prograssivamente, mas nunca foi possível alcançar este tão cobiçado trono. Então em um certo dia este homem, chamado de Damião, passou a se comportar e ter atitudes de formas estranhamente erradas. Desde então tem se preocupado na destruição da cidade e sem ânimo para progressão profissional, assim como um bom lucro financeiro para possibilitar futuras conquistas. Anos se passaram e sua fama foi se agravando em Corvia, até o ponto que ele realmente "assinou" seu atestado de insanidade. Há 82 anos, Damião passou a estudar Magia Arcana, mas para um unico objetivo, encontrar uma forma de prejudicar muitas pessoas da cidade de Corvia de uma forma unica e rápida. Então, Damião preparou uma reação tão forte que mesmo se dissouvendo em uma grande quantidade de soluto não se desintegrava. A partir daí ele pensou em algo para misturar à essa solução para possibilitar um atentado à Corvia. Até que desenvolveu um multi veneno. Combinou as duas soluções e criou um artefato que jamais teria existido anteriormente em Corvia. Dias depois, Damião transportou de forma oculta o frasco, com aquela pequena solução, para a região da cidade que passa um rio para o leste, e foi lá que sem raciocinar muito, Damião derramou todo o liquido no rio, o que resultaria mais tarde na morte de mais de 90% da população de Corvia, uma vez que o rio abastecia a cidade. O curioso é que, próximo dali uma turma de seis crianças estava caminhando nas margens do rio, e por acidente talvez, viu tudo aquilo que damião praticou contra a população. As crianças não entendiam muitas coisas da vida, algumas delas nem sabia escrever o próprio nome, e ainda hoje continua sem saber. As crianças não tinham intenção em nada em suas vidas, era praticamente bebês. Damião imediatamente sentiu uma tontura segundos depois que viu as crianças, que por sua vez foram as unicas que presenciou o genocídio. A partir daí, Damião entendeu aquilo como uma traição por parte das crianças que não tinham intenção nem de olhar aquilo, e de fato não fizeram nada quando saíram dali, apenas continuaram a brincar. Damião caiu naquele momento e viu o mundo de forma diferente. Então descobriu que tinha sito amaldiçoado pelo o que fez. Então jurou que um dia iria se vingar daquelas crianças. Descobriu também que se tornou um morto vivo desde aquele minuto, um Lich. Depois de muito tempo de estudo e perguntas para o além, Damião descobre que a unica forma de voltar a vida seria assassinando todos as criaturas que ali presenciaram, as crianças. Dizem que até hoje em algum lugar do mundo damião realiza seus estudos para se vingar daquelas pessoas.
No dia seguinte todos partem, e minutos antes de irem, Célia presentea a Clériga com um objeto misterioso e exuberante. Célia diz que quando o perigo se aproximar, a jóia se tornará tão vermelha e pesada que impossibilitará dela andar.
 Seguindo em frente, os personagens visualizam a entrada de Corvia logo à frente.  Não custam muito para alcansar o centro da cidade.

A cidade se encotnra em forma movimentada e o sol já está bem visível provocando um calor cotidiano para a cidade, a ponto de incomodar os personagens.


A procura pelo responsável da carta torna intensa e todos passam um bom tempo, até o final do dia, procurando por respostas. Ninguém revela onde existe ou onde fica esse secretário, apenas riem dos personagens.

Depois de uma longa busca pela cidade atrás deste enigma, os personagens descobrem que existe um bêbado como intercâbio entre este sujeito que elaborou a carta e os personagens. Então todos procuram por este bêbado, o que torna a busca mais complicada, uma vez que encontrar bêbados na cidade não é algo tão difícil a ponto de não se confundir com o qual está procurando.

Já um pouco tarde da noite, um cidadão revela ter contato com um homem de outro plano, no entando isto são "palavras de bêbado", o que torna incacreditável em boa parte do diálogo.


Depois de poucas horas, os personagens são levados até um local com aparência de favela, onde lembra muito um vale. Dizem que há mais de 80 anos, aqui corria um rio, mas que hoje é seco e foram construidas várias casas. Apenas é possível imaginar o caminho que a água corria.

De relance, a Clériga olha para o Talismã e sente ele de cor alterada, não tendo certeza pois está de noite. Na medida que os personagens vão descendo a caminho do antigo córrego, todos sentem um frio na barriga, olham para o rosto do outro e sentem aflitos, mesmo afirmando não está. A Clériga, a Druida, o Guerreiro e o Bárbaro continuam a descer, cada vez mais ofegante, quando percebem, juntos, que o talismã da Clériga está da cor de sangue.

Hannah não consegue e mover um segundo, diz está carregando um peso de toneladas no pescoço. Então depois de sentir o poder deste artefato mágico, a clériga sente que suas pernas estão bambas, e algo diz para que ela volte.


Ainda assim todos continuam a andar, o Barbado e o Guerreiro ajudam a clériga a andar mais um pouco, enquanto a Druida anda cautelosamente. Até que todos sentem o mundo escurecer misteriosamente, olham para os lados e se arrependem de prosseguir, mas é tarde demais para voltar. Aos poucos o antigo rio se transforma em um inferno de mortos-vivos, onde pessoas mortas são usadas como piso daquele sombrio lugar. Não existe parede, e o ar parece ser muito poluído com fumaça de madeira com tapuru queimada. Todos caminham para frente sempre na esperança de encotnrar um lugar mais tranquilo, ou ao menos com um ar que possibilite a respiração. Caso fiquem aqui, todos tem uma breve noção que não conseguirão permanecer vivos.


- Finalmente uma criatura em pé aqui nesse inferno! - exclamou  Destini.


Quando os aventureiros dão alguns passos à frente descobre que uma criatura repleta de carne viva e podridão espera por eles de pé, em meio há tantas pessoas mortas, não poderia ser uma pessoa viva. Uma criatura aterrorizante que traz consigo armas poderosas, e recebe os personagens com uma olhar sacarstico e irônico. Levanta o queixo e diz:


A quanto tempo crianças. Há 82 anos eu lhes espero aqui em minha casa. Desde aquele dia no rio, eu peço todos os dias que vocês se aproximem de mim.
 A unica forma de eu voltar a vida seria matando aquelas malditas crianças que viram o meu crime pela antiga cidade Corviniana. Hoje o destino os trouxe até mim, um prato cheio para quem estava com fome de vida não?


[̲̅F̲̅i̲̅м̲̅ ̲̅d̲̅α̲̅ ̲̅ร̲̅є̲̅g̲̅υ̲̅и̲̅d̲̅α̲̅ ̲̅ร̲̅є̲̅ร̲̅ร̲̅ã̲̅σ̲̅!̲̅]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...