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A Profecia Sombria 

Sesão Nº: 01
Data: 21/11/2010
Local: Campina Grande - PB
Mestre de jogo: Widson Melo


Cinco personagens que jamais haviam se visto anteriormente, com pequenas exceções, são unidos pelo destino. Um destino que parece improvável à todos, pois uma vez reunidos, todos compartilham as mesmas experiências, ou pelo menos parte delas. Quando criança, maioria dos personagens vivenciou sua juventude no mundo de Ravenloft, sendo transportado de alguma forma para outro plano, um mundo rico com intrigas em mesma proporção, um lugar chamado de Faerûn. Nenhum dos personagens conhecia esta semelhança com os demais, e só vieram a questionar isto quando retornaram para Ravenloft muito tempo depois, já em fase adulta. Pouco se sabe sobre cada um, e nem eles mesmo se conhecem com afinidade, com exceção do amaldiçoado Eyriam Darkeyes e a bela Destini Eveningfall. Maiorias destas pessoas nasceram em regiões diferentes nas Terras das Brumas, e agora estão em um mesmo domínio, pelo mesmo destino, talvez, que ninguém sabe ao certo, mas que é bastante estranho e conhecidentemente.

A aventura inicial começa em uma viagem de um cavaleiro com um pergaminho em suas costas, em um porta pergaminhos. Dentro de cinco minutos de procura, este cavaleiro encontra grupos de pessoas em conjuntos, como se estivessem organizados em comunidade, provavelmente aventureiros, em meio a um acampamento, próximo a cidade de Mayvin, centro-sul de Darkon. Neste acampamento existem vários grupos de pessoas, ambas se preparando para a noite que está por vim, uma noite que passará logo, pois todos estão muito cansados de alguns dias de caça. O cavaleiro parece procurar alguém, mas não tem sucesso, ele passa pelo primeiro grupo de pessoas que está há mais ou menos uns 50 metros de distância de outros grupos, e quando sai de um, vai direto para outro, como se estivesse procurando alguém. Depois de passar por uns quatro grupos de pessoas, o cavaleiro se aproxima do penúltimo grupo de aventureiros, ele desce do cavalo como fez das outras vezes com os outros grupos, e pergunta se esses quatro aventureiros conhece algum homem de nome Eyriam Darkeyes. Os personagens ficam surpresos, mas respondem tranquilamente que um deles se chama Eyriam Darkeyes. O cavaleiro então entrega o pergaminho, e se retira imediatamente sem deixar explicações. O cavaleiro em dentro de poucos segundos desaparece da vista dos personagens. Surpreso com a carta e com o suspense do momento, Eyrian abre a carta e ler desconfiado.

A carta diz:
Senhor Eyriam Darkeyes, devo te falar que você não tem conhecimento de seu futuro nem o de seus amigos, e quero que saiba o quanto já está traçado. Acreditando ou não, você tem seu tempo certo de viver, e seus companheiros de caça também. Todos são testemunhas de uma série de profecias que está acontecendo desde o dia em que vocês nasceram, mas devo deixar claro, meu caro, que a única forma de escolher seu destino livremente, será me servindo. Desta forma, você será liberto desta prisão que tem lhe cercado sem nem mesmo você e seus amigos saberem do que está acontecendo. Eu te prometo riquezas e conhecimento, em troca disto, preciso de seus serviços, serviços perigosos, digno de seu esforço para conseguir uma vida justa. – Secretariado do Governo de Corvia.

A carta é apreciada estranhamente pelos personagens, e agora sim as coisas parecem fazer mais sentido para eles, algo que pode esclarecer o que realmente aconteceu em seus passados.
A partir daí, os personagens procuram se organizar para saber como irão chegar até a cidade de Corvia. Os personagens se reúnem e decidem ir até a cidade de Mayvin, que fica bem próxima dali, um pequeno vilarejo de 1.500 habitantes. Uma vez que estão lá, eles podem achar um leque maior de possibilidades de serem transportados até Corvia sem muitos perigos.

A estrada que liga Mayvin até Corvia é relativamente seca e deserta, e constantemente perigosa, por assaltantes e almas penadas que atentam os aventureiros e levam muitos á loucura quando desprotegidos destes perigos.
Chegando a Mayvin, é notável uma movimentação na sede do Conselho dos Comerciantes, uma organização antiga, que tem sido responsável pelo sustendo econômico da cidade. Esta guilda é responsável por enviar comerciantes e uma grande variedade de mercadorias a fim de trazer lucro para si mesmo e para a população da cidade também. Quando os personagens se aproximam da sede da guilda, já escutam comentários sobre a caravana que partirá para Corvia em poucos dias. Os personagens se informam melhor do assunto e logo se escrevem para acompanhar a caravana, desta forma qualquer perigo estaria minimizado, uma vez que a caravana será composta por cerca de 30 pessoas, comerciantes, sacerdotes e pessoas de bem. O motivo da caravana é o fato de Corvia, uma vez a cada seis meses, realizar festejos em comemoração ao aniversário da cidade e a festa de Erza, a deusa mais cultivada de toda Darkon.

No dia seguinte a caravana parte em direção á Corvia. Os membros da caravana se comportam de forma tímida, e poucos têm interesse em conversar uns com os outros. Eyriam, Hannah, Teresa e Destini partem em uma última carruagem. A caravana é composta por seis carruagens, cada uma sendo ocupada de 5 a 7 pessoas, dentre estas, as mais variadas profissões e especialidades. A carruagem dos personagens são a ultima na grande fila de carruagens que se estendem por quase 500 metros. Além de Eyriam, Hannah, Teresa e Destini, a carruagem é ocupada por um membro da guilda dos comerciantes, um homem que se responsabiliza pela condução da carruagem ao longo da viagem. Cada carruagem tem pelo menos um membro da guilda, totalizando nove pessoas ao todo, sendo que na primeira existem quatro membros, dentre eles, está o Presidente da Guilda dos Comerciantes (Ozeías Costa – Humano), o Vice-presidente (Harzard Olderir – Humano), o Coordenador (Oldriel Canfian - Humano) e o condutor que não é conhecido pelos personagens.

Na partida em Mayvin sai tudo como planejado, e também durante o primeiro dia de viagem. No final do primeiro dia as coisas começam a soar estranho dentro da caravana, algo diz que existe alguma coisa de anormal nesta caravana, alguns sentem alguma anomalia, mas não conseguem identificar o que é na verdade, talvez pode ser o medo de muitos daquela estrada. Até que no final do primeiro dia uma mulher comerciante adoece. Nada além de uma breve febre e dores de cabeça, além disso, ela se comporta estranhamente quando próxima de outras pessoas, agindo com voz distorcida e inquietação. Esta mulher se situa na segunda carruagem. Nada disso abala nenhum dos personagens, visto que nestas viagens é comum aparecer alguma doença por falta de vitaminas e líquidos para hidratação do corpo, mas eis a questão: No primeiro dia de viagem?

Passa a primeira noite, e sempre com a mesma tática de vigia, enquanto alguns dormem, outros vigiam. Também há o revezamento com o condutor da carruagem para que ele possa descansar.

Um novo dia amanhece, e tudo corre tranquilamente, no final do segundo dia de viagem chega uma informação por meio do Coordenador que uma nova pessoa se encontra doente, e isto começa a preocupar algumas pessoas. A noite chega e mais uma vez todos repetem o mesmo modo de revezamento de vigia e pilotagem.
O terceiro dia de viagem amanhece e tudo corre tranquilamente. Pouco antes das onze horas da manhã um agente de guilda deixa o almoço para o condutor da sexta carruagem, rapidamente ele retorna lá para frente e a caravana continua a seguir. Tereza fica na pilotagem enquanto o condutor almoça. Neste momento a caravana se aproxima de uma pequena montanha de rocha, o suficiente para a caravana aproveitar uma boa sombra por alguns minutos, todos seguem pela sombra que a montanha faz em seu lado até o final da mesma.
Mais tarde, os personagens descobre que o condutor da sexta carruagem está morto, a caravana é interrompida e um pequeno bate-boca é gerado em torno da sexta carruagem. Teresa e Destini decidem vasculhar toda a caravana para tentar descobrir quem seria o responsável pela morte do condutor, pois ambas descobriram que o mesmo foi envenenado, provavelmente pelo suco de frutas que tomou. Assim, foram procurar pelo agente da guilda de entregou o almoço antes das onze horas da manhã. Ninguém sabe informar de tal agente, e as aventureiras resolvem olhar para todos os oito membros para tentar reconhecer a face do assassino. Depois de uma breve perícia, descobrem que o suposto agente não está entre os oito que restaram membros da guilda. Um suspense estranho toma conta da caravana, mas poucos podem fazer alguma coisa para resolver o caso. O Presidente da Guilda dos Comerciantes (Ozeías Costa) fica enfurecido quando ver que foi um assassinato planejado e que ninguém da caravana pôde resolver o problema. Muito enraivado, ele ordena que a caravana siga em frente e que todos possam se auto ajudar contra estes perigos. O corpo do condutor é deixado para trás, e a viagem é continuada depois de algumas horas de inquietação e desconforto. Silhuetas de homens são vistas no horizonte, no mesmo sentido de destino da caravana.

Ainda numa discussão sobre o caso do condutor, toda a caravana vive um momento tenso, um momento de ofensas e desconfiança de cada um do grupo. É neste clima que os quatro aventureiros conhecem o misterioso Sven Thraell, um Meio-vistani que se encontra na segunda carruagem, tão misterioso que algumas vezes Tereza suspeita que ele seja um dos responsáveis pela morte do condutor da carruagem. Ela faz vários questionamentos acerca dele, mas não consegue arrancar nada além de mais mistério.

Os tripulantes mal perceberam a aproximação dos homens que haviam visto anteriormente no horizonte. Agora eles estão bem próximos, e todos podem ter a certeza de que sejam soldados do governo. Soldados são ordenados a ser bem rígidos com pessoas que não tem muita noção de lei, embora Darkon seja um domínio bem tolerável há várias diversidades.

Eles chegaram com um ar de desafio e desconfiança, enquanto boa parte da tripulação da caravana se mantinha estável. Os soldados chegaram bem próximos às duas primeiras carruagens, que estavam mais próximas que o normal, e daí começaram uma série de perguntas e revistas. Neste momento os homens pareciam procurar algo, mas o que seria este algo ninguém sabe, mas eles passaram boa parte do tempo procurando, até que alguns membros da Guilda resolveram fazer resistência e descobrir o porquê da revista. Logo depois descobriram que aqueles quatro homens não era soldados, e sim assaltantes vestidos de soldados do governo. Foi travada uma breve batalha, mas que por um fio não acabou com a vida do Presidente dos Comerciantes, ele chegou a ser ferido e por pouco o corte não é mais profundo. Depois de alguns minutos de batalha os personagens conseguem detê-los e a viagem continua de uma vez por todas.

A viagem continua, e já está no final do terceiro dia. Depois de 40 minutos de continuidade à viagem, um grito na terceira carruagem: “Ajudem, o condutor está morto!”.

[̲̅F̲̅i̲̅м̲̅ ̲̅d̲̅α̲̅ ̲̅ρ̲̅я̲̅i̲̅м̲̅є̲̅i̲̅я̲̅α̲̅ ̲̅ร̲̅є̲̅ร̲̅ร̲̅ã̲̅σ̲̅!̲̅]



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